A medicina regenerativa é uma abordagem moderna que estimula os mecanismos naturais de reparo do próprio organismo. Em vez de atuar apenas no controle da dor, ela busca interferir na biologia da lesão, modulando a inflamação, favorecendo a cicatrização tecidual e contribuindo para melhora funcional da articulação ou estrutura afetada.
É uma alternativa especialmente relevante quando há lesões estruturais iniciais ou quadros crônicos em que se deseja preservar a articulação e postergar procedimentos mais invasivos.
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Quando ainda existe cartilagem preservada e potencial biológico de resposta ao tratamento.
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Especialmente em pacientes ativos, com dor persistente e sem indicação imediata de prótese.
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Como lesões do manguito rotador, epicondilite (cotovelo de tenista), tendinopatia patelar e tendinopatia de Aquiles, principalmente quando não há resposta satisfatória à fisioterapia isolada.
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Principalmente nos casos em que dor no calcanhar persiste por meses, mesmo após alongamentos, palmilhas e fisioterapia adequada.
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Quando exames demonstram alterações estruturais iniciais e o objetivo é otimizar a recuperação biológica.
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Desde que haja indicação clínica adequada e possibilidade real de benefício com tratamento conservador avançado.
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Como aqueles com comorbidades relevantes (cardíacas, metabólicas ou outras condições sistêmicas) que aumentem o risco cirúrgico, tornando desejável uma abordagem menos invasiva. É fundamental destacar que a indicação é sempre individualizada. Nem todos os pacientes são candidatos, e o sucesso do tratamento depende de fatores como estágio da doença, alinhamento articular, nível de atividade e adesão à reabilitação.
A medicina regenerativa não substitui a cirurgia quando esta está claramente indicada, mas pode representar uma estratégia segura e eficaz em fases específicas da doença ou em situações clínicas selecionadas.
O BMA é obtido da medula óssea do próprio paciente, geralmente da crista ilíaca, e contém células progenitoras mesenquimais, citocinas e fatores de crescimento.
Esses componentes atuam na modulação inflamatória e no estímulo à regeneração tecidual, podendo ser indicados em lesões condrais e estágios iniciais de artrose, quando ainda há potencial biológico de resposta.
O PRP é preparado a partir do sangue do paciente, concentrando plaquetas que liberam fatores de crescimento envolvidos na cicatrização.
Estudos mostram benefício principalmente em:
Pode contribuir para melhora da dor e função, especialmente quando associado a reabilitação adequada.
Substância naturalmente presente no líquido sinovial, responsável pela lubrificação e absorção de impacto.
Em quadros de desgaste articular, sua concentração diminui.
A infiltração intra-articular pode melhorar a viscosidade do líquido sinovial, reduzir dor e favorecer mobilidade.
A proloterapia utiliza soluções específicas, geralmente à base de dextrose, aplicadas em ligamentos, enteses ou articulações. O objetivo é estimular uma resposta inflamatória controlada que ativa mecanismos naturais de reparo tecidual.
Estudos clínicos mostram resultados promissores principalmente em artrose do joelho e dor ligamentar crônica, embora a indicação deva ser criteriosa e individualizada.
O hidrogel é um biomaterial biocompatível aplicado na articulação.
Atua como suporte mecânico temporário, ajudando a redistribuir carga na articulação e proteger a cartilagem remanescente.
Pode ser indicado em casos selecionados de degeneração articular, contribuindo para melhora sintomática.
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