O joelho é uma das articulações mais complexas e exigidas do corpo humano. Por suportar carga, impacto e movimentos rotacionais, está sujeito tanto a lesões traumáticas quanto a processos degenerativos e inflamatórios.
O tratamento deve ser individualizado, baseado no diagnóstico preciso, no estágio da doença e no perfil funcional do paciente.
O LCA é essencial para a estabilidade do joelho, sendo frequentemente lesionado em movimentos de rotação e mudança brusca de direção. Os sintomas incluem estalido, inchaço rápido e sensação de instabilidade. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo do perfil do paciente. A reconstrução costuma apresentar bons resultados, especialmente com reabilitação adequada. O retorno ao esporte ocorre, em média, entre 8 e 12 meses, com base em critérios funcionais.
O LCM atua na estabilidade medial do joelho e é frequentemente lesionado por impacto lateral. Os sintomas incluem dor interna, inchaço e, em casos mais graves, instabilidade. A maioria dos casos é tratada de forma conservadora, com órtese e fisioterapia. Lesões mais graves ou associadas podem exigir cirurgia. Em geral, apresenta bom prognóstico, mas casos com dor persistente devem ser reavaliados.
O LCP impede o deslocamento posterior da tíbia e costuma ser lesionado por trauma direto. Os principais sintomas são dor posterior, inchaço e dificuldade em atividades como descer escadas. O tratamento é, na maioria das vezes, conservador, com fortalecimento muscular e uso de órtese. A cirurgia é indicada em casos de instabilidade persistente ou lesões associadas.
Essa região estabiliza o joelho contra forças de rotação e varo. Lesões são menos comuns, mas frequentemente associadas a outros ligamentos. Os sintomas incluem dor lateral, instabilidade e dificuldade em terrenos irregulares. O diagnóstico exige avaliação detalhada e exames específicos. O tratamento costuma ser cirúrgico nos casos mais graves, com reabilitação estruturada.
Os meniscos são fundamentais para absorção de impacto e estabilidade do joelho. Lesões podem ser traumáticas ou degenerativas, com sintomas como dor, inchaço e bloqueio articular. O tratamento depende da localização e do potencial de cicatrização. Sempre que possível, busca-se preservar o menisco, com cirurgia indicada apenas quando necessário.
É uma lesão deslocada do menisco que pode causar travamento do joelho. Geralmente está associada a trauma e, muitas vezes, ao LCA. Os sintomas incluem dor intensa e incapacidade de estender o joelho. O tratamento envolve redução e sutura quando possível, ou retirada parcial do fragmento em casos irreparáveis.
Ocorre perpendicularmente às fibras do menisco, comprometendo sua função. Mesmo lesões pequenas podem ter impacto significativo. Os sintomas incluem dor localizada e desconforto ao agachar. O tratamento varia entre sutura e meniscectomia parcial, dependendo da localização e viabilidade de reparo.
Mais comum em casos degenerativos, divide o menisco em duas partes. Provoca dor progressiva, inchaço e desconforto aos esforços. O tratamento inicial costuma ser conservador, com cirurgia indicada apenas em casos persistentes. A preservação do tecido meniscal é sempre priorizada.
Envolve múltiplos padrões de lesão, sendo mais comum em pacientes com desgaste articular. Os sintomas incluem dor difusa, inchaço recorrente e limitação funcional. O tratamento é individualizado, geralmente iniciando de forma conservadora. A cirurgia é considerada apenas quando os sintomas persistem.
Afeta a fixação do menisco à tíbia, comprometendo sua função. Pode levar à rápida evolução da artrose se não tratada. Os sintomas incluem dor súbita, estalido e inchaço. O tratamento geralmente é cirúrgico, com reabilitação progressiva após o procedimento.
Comuns após os 40 anos, estão associadas ao desgaste progressivo. Os sintomas incluem dor, inchaço e desconforto em atividades diárias. O tratamento inicial é conservador, com fisioterapia e controle de carga. A cirurgia é indicada apenas em casos com sintomas mecânicos persistentes.
A cartilagem tem baixa capacidade de regeneração e pode se desgastar com o tempo. Os sintomas incluem dor ao movimento, crepitação e limitação funcional. O tratamento envolve reequilíbrio muscular, controle de carga e terapias específicas. Infiltrações podem ser utilizadas para alívio da dor em casos selecionados.
Doença degenerativa caracterizada pelo desgaste da cartilagem, levando à dor e limitação progressiva. Evolui em estágios e pode impactar significativamente a qualidade de vida. O tratamento é individualizado, incluindo medidas conservadoras e, em casos avançados, cirurgia. Abordagens modernas priorizam preservação articular e controle da dor.
Inflamação na região interna do joelho, comum em mulheres e pacientes com sobrecarga. Os sintomas incluem dor ao subir escadas e ao levantar. O tratamento envolve correção biomecânica e fortalecimento muscular. Infiltrações podem ser indicadas em casos persistentes.
Conhecida como “joelho do saltador”, é comum em atletas. Causa dor abaixo da patela, piorando com esforço. O tratamento inclui controle de carga e exercícios específicos. Infiltrações podem ser consideradas em casos crônicos.
Afeta o tendão acima da patela, geralmente por sobrecarga repetitiva. Os sintomas incluem dor ao agachar e a subir escadas. O tratamento é conservador, com foco em reabilitação progressiva e ajuste das atividades.
Acúmulo de líquido na parte posterior do joelho, geralmente secundário a outras lesões. Provoca inchaço e sensação de pressão. O tratamento foca na causa principal, podendo incluir drenagem em casos sintomáticos.
Causa comum de dor lateral no joelho, especialmente em corredores. Está relacionada à sobrecarga e alterações biomecânicas. O tratamento envolve ajuste de treino, fortalecimento muscular e fisioterapia. Casos persistentes podem exigir terapias complementares.
Lesão óssea causada por sobrecarga repetitiva, comum em atletas. Apresenta dor progressiva relacionada ao esforço. O tratamento envolve repouso, reabilitação e correção biomecânica. O diagnóstico precoce é essencial para evitar agravamento.
O tratamento ideal é aquele que considera:
O objetivo é preservar a articulação quando possível, tratar a causa da dor e indicar cirurgia apenas no momento adequado.
Em breve retornaremos o contato. *Campos obrigatórios